Mestrado em Som e Imagem (Design de Som) visita a Sonoscopia

 

No dia 15 de janeiro os alunos do Mestrado em Som e Imagem com Especialização em Design de Som visitaram a Sonoscopia.
 
A Sonoscopia é um espaço onde confluem artistas relacionados com a sound art, música experimental, improvisada e eletroacústica. É um espaço partilhado por um núcleo regular de colaboradores que gravitam em redor da arte sonora onde nos últimos cinco anos de actividade tem desenvolvido projectos como Srosh Ensemble, Phonopticon, Phobos - Orquestra Robótica Disfuncional, Insono, Porto Sonoro entre muitos acolhimentos, residências, workshops e 150 concertos de aproximadamente 40 nacionalidades.
 
A visita foi promovida no âmbito da unidade curricular Artes Sónicas do Mestrado de Som e Imagem. Neste contexto, interessa conhecer de perto os desafios, motivações e processos artísticos de diferentes obras do universo da arte sonora como o desenvolvimento de novos instrumentos e timbres, o desafio inerente à criação artística e musical em redor do objecto sonoro e a relação com o património sonoro e o seu potencial artístico e identitário.
 
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18-01-2019

Após estudo e conservação na Escola das Artes imagem da Virgem Peregrina de Fátima viaja para o Panamá

Imagens de arquivo: Cortesia Arquivo do Santuário de Fátima

 

Imagem que acompanha Papa Francisco nas Jornadas Mundiais da Juventude foi estudada no Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes, na Católica do Porto

A escultura n.º 1 da Virgem Peregrina de Fátima viaja, este domingo, 20 de janeiro, até ao Panamá, para estar presente nas Jornadas Mundiais da Juventude, iniciativa que decorre de 22 a 27 de janeiro e que conta com a presença do Papa Francisco. Antes desta importante viagem, a imagem, datada de 1947, foi alvo de um processo de estudo técnico e material no Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Católica no Porto, a entidade escolhida pelo Museu do Santuário de Fátima para levar a cabo a identificação dos materiais que constituem o suporte e superfície da escultura, bem como a caracterização das técnicas construtivas utilizadas.
 
A este nível, refira-se que, durante 15 dias, o Centro de Conservação e Restauro desenvolveu um estudo aprofundado que permitiu perceber a forma como José Ferreira Thedim criou a escultura. Numa primeira fase, os investigadores do Centro tentaram perceber o estado de conservação do suporte e detetar intervenções passadas de conservação ou restauro. De seguida – e de forma a estudar o número e a espessura das camadas de tinta, identificar pigmentos, vernizes e outros materiais utilizados na escultura – recolheram e analisaram micro-amostras com o auxílio de infravermelhos e de raios-x.
 
Intervenção possibilita viagem de aproximadamente 8.000 quilómetros
 
Durante o processo de exame e análise da escultura – criada segundo a descrição da irmã Lúcia –, foi executada, ainda, a estabilização estrutural da base, um dos pontos mais sensíveis da imagem. Carla Felizardo, diretora do Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Católica no Porto, refere que “a fragilidade da base e a necessidade de estabilidade da escultura levaram a que fosse realizado um reforço estrutural, essencial tendo em conta a viagem de aproximadamente 8.000 quilómetros que a imagem fará, agora, até ao Panamá”.
 
Também ao cuidado do CCR da Escola das Artes esteve o andor que transporta a figura em procissões, tendo este sido alvo de uma intervenção de conservação e restauro. Esta, para além da remoção de repintes que ocultavam grande parte da superfície dourada original, procurou devolver à peça a sua estabilidade estrutural, bem como a sua leitura histórica e artística. 
 
Para a diretora do Centro, “é um enorme motivo de orgulho saber que o nosso Centro fez parte do processo de estudo e conservação da imagem que acompanhará o Papa Francisco nas Jornadas Mundiais da Juventude”. “A confiança que o Santuário de Fátima depositou no nosso trabalho, dando-nos a oportunidade de contactar com uma peça desta natureza, é, sem dúvida, um marco inigualável e que faz já parte das memórias mais importantes do Centro”, conclui. Recorde-se que esta escultura percorre, desde 1947, os caminhos do mundo, tendo passado, em menos de 10 anos, pelos cinco continentes, sendo, talvez, a peça artística mais viajada do mundo. 
 
Uma saída excecional para um acontecimento eclesial de primeira importância
 
Entre 1947 e 2003, ano em que a Imagem Peregrina n.º 1 foi entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, saindo apenas excecionalmente do Santuário de Fátima, foram contabilizados cerca de 630 mil quilómetros percorridos pelos cinco continentes, aproximadamente 15 voltas ao mundo, tomando como referência o perímetro equatorial. 
 
Numa mensagem aos cristãos do Panamá, o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, falou da “enorme alegria que é enviar a Imagem Peregrina mais importante para a Jornada Mundial da Juventude”. “Esta Imagem Peregrina é única, é a primeira e a original, aquela que percorreu os vários continentes, aquela que deu várias vezes a volta ao mundo”, refere o reitor do Santuário, que sublinha o caráter “absolutamente excecional” desta saída. “Entendemos que este é um momento muito importante e que, por isso, justifica a saída desta Imagem Peregrina n.º 1”, explica, justificando, ainda, as Jornadas Mundiais da Juventude 2019 como um “acontecimento eclesial de primeira importância”.
 
Por outro lado, “sabemos o quanto a devoção a Nossa Senhora está, desde a origem das Jornadas, ligada a este acontecimento”, revela, ainda, o reitor. “Sabemos o quão devoto era a Nossa Senhora o Papa S. João Paulo II e, por isso e muito naturalmente, quando criou as Jornadas Mundiais da Juventude, deu-lhe um cunho mariano, o que era, por si só, motivo mais que suficiente para o envio de uma Imagem para nós tão importante”, conclui.
 
 
 
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18-01-2019

Público: a melhor exposição do ano teve curadoria do diretor da Escola das Artes

 
O Ípsilon (suplemento cultural do Público) considerou “Um Realismo Necessário” de José Pedro Cortes como a melhor exposição do ano, no seu resumo cultural de 2018. A exposição teve curadoria de Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, e esteve patente no Museu do Chiado, em Lisboa, de 28 de junho a 28 de outubro.
 
O jornal justifica a escolha com “o modo como o artista assegurou este movimento [o regresso ao mundo dos elementos fotografados], fundando-o na sensibilidade generosa do seu olhar”, mas também com o trabalho do curador que se provou “sensível à multiplicidade de imagens que esse mesmo olhar fixou”. Estas duas contribuições “fizeram de Um Realismo Necessário a exposição do ano.”
 
No Museu do Chiado, esteve em exposição uma seleção de fotografias de José Pedro Cortes, feitas entre 2005 e 2018, algumas inéditas e outras que já haviam sido publicadas nos seus livros. “Sem geografias ou tempos”, as imagens “revelam o seu interesse na representação do corpo humano”, transitando entre o interior e o exterior, entre os centros e as margens. Segundo o texto da exposição, o artista “aceita a complexidade deste tempo, a sua fabricação e os seus impulsos, a sua vulnerabilidade e beleza, que não permite leituras dogmáticas".
 
O Público destaca nesta exposição “a importância consagrada a uma experiência visual do mundo, um realismo que não festeja a realidade em si mesma, nem propõe uma fuga da sua experiência, mas que afirma a sua contingência e pluralidade fenoménica.”
 
Leia o artigo do Público na íntegra aqui.
Leia a crítica de José Marmeleira à exposição (5 de julho) aqui.
 
Dezembro de 2018
 
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21-12-2018

Participações do CITAR na área de Som&Música em três conferências internacionais

 

Investigadores do CITAR na área de Som&Música apresentaram comunicações em três conferências de âmbito internacional:
 
 
No 8º Encontro de Investigação em Música (ENIM), que decorreu de 8-10 Nov na ESE e ESMAE do Instituto Politécnico do Porto, apresentaram comunicações orais:
— Daniel Moreira (CITAR; ESMAE):  "Tempo e memória, desejo e obsessão: a música de Bernard Hermann para o filme Vertigo de Alfred Hitchcock”; 
— Paulo Perfeito (CITAR; ESMAE) “Jazz Harmony: Polymodal Quintessence”;
— Ana Catarina Lopes Pinto (com os co-autores: Sofia Lourenço e Paulo Ferreira-Lopes): "A técnica de arco no ensino do violino”;
— José Oliveira Martins (CITAR): "O impulso polimodal em Lopes Graça: o caso das suite 'In Memoriam Béla Bartók' , op. 126”. 
 
 
 
Na Nova Contemporary Music Meeting (NCMM18) que decorreu de 21-23 Nov, evento organizado pelo CESEM (Centro de Investigação em Estética e Sociologia da Música) da Universidade Nova de Lisboa, apresentaram comunicações:
— José Oliveira Martins (CITAR): "Lutosławski’s Twelve-Note Chords and the Renewed Exploration of Harmony”;
— Daniel Moreira: "Time and memory, desire and obsession: Bernard Herrmann’s music for Hitchcock’s Vertigo”;
— Paulo Perfeito: "Jazz Harmony: Chordscales and Implied Modulatory Fields”;
— Henrique Portovedo: "Composition Models for Augmented Instruments and New Interfaces: HASGS as Case Study”.
 
 
 
Nas Journées d'Analyse Musicale (JAM2018), organizadas pela Société Française d’Analyse Musicale e que decorreram a 23-24 Nov em Aix-en Provence, França, apresentaram comunicações:
— José Oliveira Martins: "Multi-Layered Harmony, Polymodality, and Scalar Dissonance in Early-Century Music and Theoretical Accounts”;
— Daniel Moreira: "Connecting Musical Shots: A Film-Inspired Model of Continuity in Moment-Time Compositions of Debussy, Stravinsky, and Messiaen”.
 
 
 
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04-12-2018

Escola das Artes participa na Neurosur 2018

 

No dia 6 de dezembro a Escola das Artes participará na Neurosur deste ano. O professor André Perrotta irá fazer uma apresentação na Neurosur 2018 – Frontiers in Neurotechnology, em Santiago no Chile. A comunicação tem como título “Brain-machine interfaces for regenerative medicine”.
 
O trabalho a ser apresentado é resultado de uma colaboração entre a EA e o ICS (instituto de ciências da saúde), mais especificamente o  Brain-Machine Interface Research Lab (BMIsLab), sob a supervisão do prof. Dr. Miguel Pais-Vieira e da Dr. Carla Vieira.
 
 
 
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04-12-2018

Professor André Perrotta (EA) integra equipa que recebeu o Prémio Melo e Castro 2018

 
O projeto "Thertact-Exo: Exosqueleto controlado por atividade cerebral para reabilitação vertebromedular", que integra vários professores da Universidade Católica Portuguesa, recebeu o Prémio Melo e Castro 2018, atribuído no âmbito dos Prémios Santa Casa Neurociências. Este projeto, liderado pela Universidade do Minho, conta com o contributo dos professores Carla Pais-Vieira (Instituto de Ciências da Saúde do Porto), de André Perrotta (Escola das Artes) e de Marlene Barros (Instituto de Ciências da Saúde de Viseu).
 
O prémio, no valor de 200.000 euros, permitirá ajudar a cumprir os desígnios do projeto que são o aperfeiçoamento de uma terapia utilizada no tratamento da paraplegia, tendo por base o controlo de um exosqueleto a partir da atividade cerebral. A equipa da Universidade Católica faz parte de um consórcio que envolve também a Universidade do Minho (líder de projeto), o Hospital de Braga, o Hospital de Guimarães, e o Instituto Santos Dumond (Brasil).
 
Este é o segundo ano consecutivo em que investigadores da Universidade Católica recebem este prémio, tendo sido atribuído em 2017 ao Professor Miguel Pais-Vieira, integrado num consórcio liderado por António Salgado da Universidade do Minho.
 
Na cerimónia de entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências, que se realizou a 28 de novembro, estiveram presentes os ministros do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, António Vieira da Silva, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, os membros da Mesa da Santa Casa, o Júri e representantes das equipas vencedoras.
 
 

 

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04-12-2018

Filmes da Escola das Artes nomeados para os Prémios Sophia Estudante

 

Filmes da Escola das Artes nomeados para os Prémios Sophia Estudante.

Dois filmes produzidos pela Escola das Artes estão nomeados para os prémios Sophia Estudante: Bruma, de Daniela Santos, Gabriel Peixoto, Mónica Correia e Sofia Cachim, nas categorias de Melhor Cartaz e Melhor Animação; e Sputnik, de Miguel Magalhães, como Melhor Curta-Metragem de Ficção.
 
A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no dia 13 de dezembro, no Teatro Rivoli.
 
Bruma (sinopse)
Alice é uma adolescente de 13 anos, curiosa e com espírito de iniciativa, que mora com o Pai numa ilha envolta em nuvens. Após a morte do Pai, Alice isola-se e é levada numa jornada emocional, na qual confronta o seu medo da vida sem o Pai.
 
2018 | 6’04’’ | Animação
 
Sputnik
"Sputnik" é uma curta-metragem de ficção que procura refletir sobre o significado de família, a importância dos nossos sonhos na nossa vida e o poder inexplicável da comunicação.
 
2018 | 18' | Ficção 

 

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04-12-2018

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